8 de Fevereiro de 2011

Esboço

Há dias que se desenham a grafite. Sobre papel espesso, dobrado várias vezes sobre si mesmo. Há dias em que a memória se confunde com o que devia ter sido. Em que as estórias que deveriam correr sobre o papel estão à distancia de um olhar atento. Há dias em que os outros nos vestem e o nosso olhar se torna mais límpido sobre um mundo confuso de cores e traços. E voltamos atrás do ontem para nos reescrever. Há dias que só se podem desenhar num traço simples de grafite.

8 Comentários:

Anónimo disse...

Estás de volta ao teu suave equilíbrio entre poesia e prosa. Parabéns.

Hugo

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Bem vinda seja. Senti a falta das suas estórias.

Laura Ferreira disse...

Há dias em que as tuas palavras me sabem particularmente bem.

mfc disse...

... que permite correcção??

Graça Pires disse...

Há dias em que acreditamos na magia do olhar, das palavras, do silêncio...
Beijos.

gabriela r martins disse...

há dias em que as palavras se vestem de silêncios.........

belíssimos!




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um beijo

quanto pesa o vento? disse...

há dias que sabe bem ler...
gostei muito dos teus textos.
abraço.

tiaselma.com disse...

Uma prosa cristalina... Amo.

Beijocas.