Há dias que se desenham a grafite. Sobre papel espesso, dobrado várias vezes sobre si mesmo. Há dias em que a memória se confunde com o que devia ter sido. Em que as estórias que deveriam correr sobre o papel estão à distancia de um olhar atento. Há dias em que os outros nos vestem e o nosso olhar se torna mais límpido sobre um mundo confuso de cores e traços. E voltamos atrás do ontem para nos reescrever. Há dias que só se podem desenhar num traço simples de grafite.
8 Comentários:
Estás de volta ao teu suave equilíbrio entre poesia e prosa. Parabéns.
Hugo
Bem vinda seja. Senti a falta das suas estórias.
Há dias em que as tuas palavras me sabem particularmente bem.
... que permite correcção??
Há dias em que acreditamos na magia do olhar, das palavras, do silêncio...
Beijos.
há dias em que as palavras se vestem de silêncios.........
belíssimos!
.
um beijo
há dias que sabe bem ler...
gostei muito dos teus textos.
abraço.
Uma prosa cristalina... Amo.
Beijocas.
Enviar um comentário